domingo, 3 de março de 2013

planos para 2013

Quem sabe possamos interagir através das nossas próprias redes e produzir ao fim um trabalho que expresse as jornadas pessoais de cada uma de nós.

leia mais na revista Performatus

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

como mulheres que somos


CONVOCATORIA RESIDENCIA ARTÍSTICA PARA MUJERES
CONVOCATORIA VIDEOACCIONES 
“ELLAS ACCIONAN PARA TODXS” es una propuesta de BokACCIÓN y C.S.A Barrio Tiétar, dentro de la jornada "Ellas crean para todxs" que se realizará el 9 de marzo en el Valle Tiétar-Alberche.
Aprovechando la celebración del día de la mujer en marzo, hemos sentido la necesidad de crear nuestra propio marco sobre cuestiones relativas a la condición femenina y por qué no , a las identidades.
Dentro de este marco vamos a dar cabida a diferentes manifestaciones (artísticas, políticas, sociales, humanas…) que nos lleven a visibilizar, reflexionar, cuestionar y transformar la realidad que afecta a las mujeres y ampliando a las identidades.
La jornada contará con charlas, talleres, performance, videoarte, instalaciones, música… y la exposición multidisciplinar y colectiva de mujeres artistas que ese día será el gran decorado, ocasión especial para dar visibilidad de los trabajos artísticos de las creadoras contemporáneas. 
"Ellas accionan para todxs", será el espacio dedicado al arte de acción y performance en el que accionarán artistas invitadas por la organización , una artista en residencia y la proyección de trabajos en video.
BASES  RESIDENCIA 
Destinatarias: mujeres
Lugar: finca El Bokerón, sede de BokACCIÓN 
Fechas: del 2 al 10 de marzo de 2013. 
Temática: género/identidades
Interesadas enviar mail a bokaccion@gmail.com con breve bio, línea de trabajo, idea a desarrollar en la residencia, web/blog si se dispone o muestra trabajos anteriores.
Para más información sobre la Residencia, pincha AQUÍ.
FECHA LÍMITE RECEPCIÓN DE PROPUESTAS : 17 DE FEBRERO

BASES VIDEO
Abierto a todxs lxs artistas
Duración: máximo 10min. 
Temática: género/identidades
Interesadxs enviar mail a bokaccion@gmail.com con breve bio, línea de trabajo, web/blog si se dispone o muestra de trabajos anteriores y link o envío postal del video.
FECHA LÍMITE RECEPCIÓN DE PROPUESTAS : 17 DE FEBRERO

Para cualquier duda o aclaración, escribid al mail bokaccion@gmail.com
Esperando que esta convocatoria sea de vuestro interés e ilusionadas en recibir vuestras propuestas, os enviamos un afectuoso saludo desde las montañas.
BokACCIÓN y C.S.A. Barrio 
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desejo

24/01/2013
A Performance do Desejo – A história de Iza Monteiro
Sentada em uma das poltronas daquele voo, seu coração batia acelerado. Tentou recontar o tempo desde que havia saído do Brasil: 17, 18 horas, não tinha certeza. Estava ansiosa e enjoada. Os minutos passavam e nada acontecia. Ajeitou-se no assento. O tempo congelou, como que agarrado aos ponteiros do relógio. Olhava rapidamente para os lados e já não disfarçava o pavor. Fechou os olhos e respirou. Antes de levantar e ir em direção à aeromoça, se rendeu à frase que espreitava seus lábios: “Isso foi a maior besteira que fiz em minha vida”. Mirou a funcionária sorridente que disse: “Olá, posso te ajudar?”, “Sim, posso te contar um segredo?”, e atalhou: “Estou com 54 cápsulas de cocaína no meu estômago”.

Esse episódio aconteceu com Iza Monteiro, na Alemanha, em 2009. Ela passou mal durante a conexão que seguia para Holanda. Ao confessar que carregava drogas dentro do seu corpo, Iza iniciaria uma jornada de dor e culpa. Na terça-feira da semana passada, sua história foi contada durante a extensa programação do 8º Encontro do Instituto Hemisférico de Performance & Política. Em torno das 23h, o terceiro andar da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco já estava pronto para assistir a “Estéticas do Desejo: 12 com Iza”: Uma mesa e duas cadeiras, uvas sob a mesa e enfeites natalinos – o ano novo hispânico . Ela sentou ao lado do colombiano Carlos Monroy enquanto aguardava o público se acomodar no espaço.

Quando tudo estava pronto, ele iniciou: “Durante a passagem do Ano Novo, os hispânicos têm o costume de comer 12 uvas, representando os 12 meses do ano, e fazer um pedido para cada mês”, explicou enquanto distribuía as frutas ao o público. “Vamos imaginar que estamos prestes a comemorar a passagem do ano e contar os segundos. Quando chegar a hora, façam um pedido e comam uma uva”, ensinou.

No intervalo para o “Ano Novo”, Monroy perguntou ao público onde estavam durante a chegada de 2013. Algumas pessoas compartilharam praias, sítios e amores até que ele interrompeu: “Faltam 10 segundos para o Ano Novo. Vamos contar?”. E as vozes se uniram. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1... Aplausos, gritos, abraços e sorrisos. E a plateia, ainda reticente, entrou de vez no clima, naquela pequenina bolha atemporal. Iza apenas observava e sorria.

Atualmente, ela é cristã protestante, dona de um salão de cabeleireiro e casada com um sueco há pouco mais de 4 anos. Ao final da performance, confessou que estava feliz e também preocupada. “Fiquei imaginando se o Carlos ficaria bem, e se as pessoas entenderiam o que passei”, disse. Os dois se conheceram por amigos em comum e no primeiro dia Iza contou o fato a Carlos. “Já fazia mais de meia hora que estávamos conversando e eu não sabia o que pensar, nem acreditava que era ela”, lembrou ele. Quando se convenceu, a reação foi óbvia: “Precisamos contar isso para mais pessoas. O que você viveu é incrível e precisa ser conhecido”.

De volta ao terceiro andar, tudo seguia em comemoração. A atenção voltou-se a Carlos quando o colombiano segurou uma uva e uma taça com água, olhou para todos e disse: “A wish!” (um desejo), e engoliu a fruta, sem mastigar. Iza, atenta, não conseguiu disfarçar ansiedade. Monroy tomou um gole e olhou para ela. Ele passava bem.

Diferente dele, aquele dia não tinha sido fácil para Iza. O plano era que ambos participassem da performance. Os dois já estavam sem comer há muitas horas e à tarde, ela “ensaiou” engolindo uma uva. Momentos depois, foi levada ao hospital. “Fiquei preocupado com ela e decidimos que apenas eu participaria”, contou Carlos.


Carlos Monroy de costas, à esquerda e Iza Monteiro, à frente (Foto: Arquivo SP Escola de Teatro)

A performance seguiu, enquanto a dupla conversava com a plateia. Iza narrou os fatos que se seguiram à confissão: “A polícia me prendeu e fiquei num pequeno ambulatório no aeroporto, recebendo soro. Lá eu já tinha vomitado muitas capsulas, mas ainda sobraram 17. Fui levada ao hospital para que retirassem o restante. Perdi 4 metros de intestino e fiquei em coma por mais de duas semanas”, relembrou ao mostrar a cicatriz.

E aos poucos, expressões de choque se distribuíam pelas faces do presentes. Eles queriam detalhes da hiostória, Carlos segurava uma uva, enquanto Iza respondia, dizia “a wish” e um tomava gole d’água. Perto das 10 uvas, Carlos já tinha dificuldades, mas a ação ainda se repetiu por muitas vezes. “Acho que engoli mais de 20 uvas”, contou Monroy.

Quando se recuperou da cirurgia, Iza foi chamada para depor: “Confessei tudo, que tinha servido de mula, e mais, mula isca. Colocaram uma cápsula aberta para que se rompesse no meu estômago. No meu voo tinha mais 40 mulas e enquanto eu saía, denunciei todas”, afirmou. Iza foi julgada inocente e a quadrilha foi presa. Passou dois anos na Alemanha fazendo serviços comunitários, estudou e conheceu seu marido.
Nesse momento a pergunta que todos queriam fazer foi feita: “Por quê?”. A família de Iza era evangélica quando se assumiu homossexual. “Fui reprimida e tinha que namorar meninas, me diziam que iria para o inferno. Deus era um monstro para mim”, contou. Diante desse cenário, ela passou a se distanciar da igreja até que descobriu o serviço de mula. “Achei que aquilo iria mudar minha vida para sempre”, e ironicamente completa: “E mudou mesmo, agora para melhor”.

Em torno de tantos desejos por aceitação e uma sexualidade em harmonia, Carlos conectou a performance sobre o passado de Iza ao Ano Novo hispânico. “Penso que a cada cápsula que ela engolia, havia sonhos e vontade de viver. E também os desejos de quem oferecia aquele trabalho, desejos cruéis que orbitam no dinheiro, no crime e nas drogas”, explicou.

Perto das 25 uvas, Carlos anunciou a última. Visivelmente afetado, ele agradeceu: “A sensação é muito ruim. O corpo não aceita essa imposição, imagino um pouco do que ela tenha sofrido. Mas também fico feliz por essa chance de ‘por os sapatos do outro’, de sentir o que o outro sente. E para mim basta: a wish”, e engoliu a última sob aplausos.

Enquanto se abraçavam, mais uma pergunta: “E o que Deus significa para você, agora?” Iza para, pensa um pouco e responde: “Frequento uma igreja que me aceitam como sou. Quanto a Deus, ele não é mal quanto me faziam pensar. Ele é visto na bondade das pessoas, em ajudar os outros. Talvez ele não exista também, mas se existir é alguém muito amoroso”, finalizou sorrindo.


Texto: Leandro Nunes



SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco
24/01/2013
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chorar

Olá!
Em 1 de fevereiro de 2013, 21,30 h. apresentado em Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias. No hall de gerador , gerido pela equipa de "lamentar os possíveis efeitos em homens".
Ele vai ser muito agradável para ter você por perto.
Abraços, beijos, ... O QUE VOCÊ POR FAVOR. gosto.
Paco Nogales.
PS:
o texto sob a imagem da proposta

Imagens incorporado 1
Imagem: díptico de óleo no Eloy Morales 244x122

Em relação à dor antidepressivos prescritos, tranqüilizantes, soníferos. Isso geralmente é feito em consultas médicas com as mulheres, os homens têm nossos próprios mecanismos de "esquecer" a dor de não enfrentamento.

Há mecanismos que criaram cada um dos homens, são mecanismos que foram projetados e temos culturalmente transmitida aos homens com motivos perversos. Quem não reconhece a sua dor não reconhece a dor do outro, o outro .. quem sabe o seu re dor não está pronto para infligir dor.

Quando eu mostrar a minha dor, quando eu bebo minha dor, as lágrimas do homem, coisas inesperadas podem acontecer. Não só dissolver a minha dor e eu incorporá-lo em minha vida, mas eu posso fazer-me ciente de quão pouco servem essas estratégias de prevenção que têm sido passadas de mim e que eu incorporei em meu tratamento da dor que envolve o ato de viver.

Pode ser hora de "ser um homem" torna-se sem sentido. Também pode acontecer que as perguntas o lugar do meu corpo que esconde a minha masculinidade, minha bunda.

O lugar em que preso, escondido, esquecido também o meu ser, o meu PM.

Você pode chutar que os estaleiros site de ouro e minha voz se torna flores brancas.

A maior indignidade que pode fazer um homem é "dar a bunda", é por isso que são todos expressões familiares estão tão presentes na linguagem cotidiana.

A masculinidade é na bunda, não pênis. O galo é apenas uma conseqüência causada pela forma como rabo apertado em uma tentativa de proteger a nossa masculinidade.

A versão metaperformática eu proponho é uma investigação sobre os elementos que diferenciam a arte da performance Performing Arts. Nesta versão eu resolver em vista da audiência todos os artefatos que estão escondidos no meu corpo e eu vou usar para a ação em si.

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Geperformancepoa pensa com Jacques Rancière

dezembro 9, 2012

Formas de vida: Jacques Rancière fala sobre estética e política, O Globo

Formas de vida: Jacques Rancière fala sobre estética e política
Entrevista com o filósofo francês Jacques Rancière originalmente publicada no blog Prosa de O Globo em 8 de dezembro de 2012.
Contra a visão da modernidade como um momento em que a arte se fecha sobre si mesma, o filósofo francês Jacques Rancière aponta elementos do projeto modernista que postulam a arte como um espaço livre de hierarquias, “aberto a qualquer um”. Rancière conversou com O GLOBO durante passagem recente pelo Rio, quando participou de um seminário em sua homenagem na UFRJ e lançou três livros, "O espectador emancipado" (Martins Fontes, tradução de Ivone C. Benedetti), "As distâncias do cinema" (Contraponto, tradução de Estela dos Santos Abreu) e "O destino das imagens" (Contraponto, tradução de Monica Costa Netto). Na entrevista, o filósofo diz que a política da arte não está em forjar “explicações do mundo” e sim “laços comunitários”, e sugere que o conceito de “emancipação intelectual”, formulado por um pedagogo revolucionário do século XIX, pode ser útil ao artista contemporâneo.
Em livros e palestras, você tem discutido a necessidade de repensar a noção de “modernidade estética”. Como define essa noção e por que é preciso repensá-la?
Todo meu trabalho tem sido uma crítica à visão dominante da modernidade como um processo de autonomização da arte. No coração dessa visão dominante está a ideia da arte moderna como uma ruptura clara com a representação, um processo no qual cada arte foi criando um mundo autônomo e cada vez mais centrado em sua própria linguagem, por assim dizer, como no caso da pintura abstrata ou da música dodecafônica. Prefiro falar na modernidade artística como uma passagem de um regime representativo da arte a um regime estético da arte. O universo da representação é essencialmente hierárquico, ele funciona por meio de uma seleção que diz que certas coisas pertencem a ele e outras não. Nele, um sujeito pode inclusive definir uma forma artística: no mundo clássico tínhamos a tragédia para os nobres e a comédia para as plateias populares, por exemplo. Meu argumento é que a modernidade estética, ao romper com esse universo representativo hierárquico, oferece uma definição da arte como mundo autônomo mas também, ao mesmo tempo, postula a arte como um espaço desierarquizado, aberto a qualquer um e no qual não há separação rígida entre formas artísticas.
Que elementos do projeto modernista permitem essa interpretação?
Tento recolocar no centro do projeto modernista algo que faz parte dele mas foi contornado e deixado de lado a certa altura do século XX, que foi a tentativa de chegar a uma espécie de interpenetração entre as formas de arte e as formas de vida. Hoje costumamos pensar no modernismo e nas vanguardas como momentos em que a arte tentou se separar da vida. Esse julgamento escanteia elementos fundamentais do próprio projeto modernista, por isso tento evitá-lo. Falei disso em um livro sobre Mallarmé (“A política da sereia”, de 1998). Ele é considerado o poeta modernista por excelência por fazer do poema uma espécie de pensamento da língua sobre ela mesma. Tento argumentar que no coração do trabalho de Mallarmé há uma visão sobre o lugar do poeta na economia simbólica da sociedade e da linguagem, um desejo de devolver à poesia algum tipo de função social. Insisto que para Mallarmé o moderno da poesia tem que ser buscado além da poesia, nos espetáculos considerados populares, nas pantomimas, na dança, na música.
Como essa quebra de hierarquias se manifesta na linguagem do cinema, que tem sido objeto frequente dos seus estudos?
Uma experiência definitiva na minha formação, nos anos 60, foi o movimento da “cinefilia” na França. Foi um momento de grande revisão das hierarquias artísticas. O debate sobre o cinema estava em plena efervescência, alguns viam nele uma vocação para ser a arte moderna por excelência, outros apenas um passatempo para as massas, comparável ao circo ou a uma quermesse. A “cinefilia” francesa dos anos 50 e 60 foi uma espécie de intervenção nesse debate, afirmando, por um lado, que um grande filme não era apenas aquele composto por imagens requintadas e ambições metafísicas, e, por outro lado, que também havia grande arte nos filmes populares. Grande não era só um filme de Antonioni, também podia ser uma comédia de Vincente Minnelli ou um western de Anthony Mann. Historicamente, o cinema se aproveitou dessa ambiguidade para se tornar uma arte que é difícil classificar no espectro estético, e mesmo no seu interior é difícil classificar os filmes numa cadeia de valor. Basta pensar em alguém como Chaplin, que foi ao mesmo tempo um clown popular e o grande ícone da modernidade, mais até do que Mondrian, Kandinsky ou Schoenberg.
Você mencionou a “interpenetração entre formas de arte e formas de vida”. Como essa ideia se liga com outra preocupação central em seu trabalho, a relação entre estética e política? Na sua opinião, o que pode ser uma “arte política” hoje?
Não há uma definição unívoca de “arte política”, porque não estamos mais nesse regime que chamo de “representativo” e, portanto, não se pode tentar antecipar o efeito de uma obra de arte. Há uma noção convencional de “arte política” que denota o desejo, por parte do artista, de expor uma injustiça ou de afirmar a necessidade de reformas na maquinaria social. Mas essa noção faz parte de uma ideologia representativa que supõe a existência de um público homogêneo sobre o qual agiriam as intenções do artista. Hoje vivemos num mundo em que o artista não pode antecipar as consequências do seu trabalho e há diversos modelos de arte política. O mais interessante me parece ser aquele no qual a arte não é apenas um meio para transmitir noções sobre a vida, e sim uma forma de vida ela mesma. Um antecedente disso seria o projeto cinematográfico de Vertov, por exemplo, que não era uma tentativa de representar a realidade comunista, mas sim de se constituir como um laço comunitário. É uma arte que se pensa como capaz de criar, por sua prática, o tecido de novas formas de vida.
Você costuma definir a relação entre estética e política usando o conceito de “partilha do sensível”. Poderia dar um exemplo dessa operação?
O modelo da arte que assume um compromisso político teve em Brecht uma referência. Brecht almejava desestabilizar a percepção do espectador para que, no espaço da obra, ele visse como absurdo aquilo que considerava normal, produzindo assim alguma transformação em seu espírito, que poderia ser canalizada em energia para ações transformadoras. Esse raciocínio é muito problemático, claro. “Desestabilizar a percepção” era um princípio surrealista que Brecht tentou transmutar em pedagogia política. Isso nunca produziu efeitos políticos verificáveis, só produziu uma certa concepção do que uma “arte política” deveria ser. Mas há outro modelo de compromisso político, que está um pouco esgotado mas precisa ser renovado, que concebe o trabalho político do artista como a investigação de determinado aspecto da realidade que está enquadrado, estereotipado ou formatado pelo senso comum, na tentativa de devolvê-lo à realidade sensível. Esse modelo é importante para pensarmos na arte não como uma pedagogia ou explicação do mundo, e sim como uma reconfiguração do mundo sensível. Vejo isso no trabalho do cineasta português Pedro Costa, por exemplo. Em seus filmes com comunidades de imigrantes em Portugal (como “Juventude em marcha” e “O quarto de Vanda”), ele não está interessado apenas em descrever a miséria ou denunciar a exploração, mas sim em tornar sensível esse universo, em restituir a força da experiência e da palavra aos excluídos.
Você trabalhou com o conceito de “partilha do sensível” em seus estudos sobre o realismo literário do século XIX. Como essa ideia de reorganização dos elementos sensíveis se manifesta na literatura?
A pergunta de fundo da arte política é: o que constitui uma comunidade? A grande contribuição do romance realista não foi só representar os pobres, os trabalhadores e as “pequenas vidas”. Foi romper no espaço da obra de arte a cisão que existia entre eles e o resto da sociedade, realizando um trabalho de desierarquização. Afirmar que qualquer vida, qualquer evento pode ser interessante. Por meio de uma técnica formal que abandona a noção de trama tradicional para investir em microeventos, a literatura põe em cena vidas de pessoas quaisquer, oferecendo uma alternância de universos sensíveis. E nisso há algo que não se restringe ao realismo do século XIX. Quando uma escritora como Virginia Woolf, em seu ensaio “Ficção moderna”, denuncia a “tirania da trama”, ela está postulando o romance moderno como uma grande democracia dos eventos. De certa forma esse foi o grande paradoxo e a força do romance do século XX: como subverter a “tirania da trama” e identificar o curso dos eventos sensíveis, colocando em cena essas vidas quaisquer e também as cicatrizes da Justiça e da História?
No livro “O espectador emancipado”, você retoma o conceito de “emancipação intelectual” discutido em uma obra anterior, “O mestre ignorante”, e o aplica ao universo das artes. Como define essa “emancipação”?
Recuperei o conceito de “emancipação intelectual” de um personagem extravagante, o pedagogo francês Joseph Jacotot (1770-1840). Nas primeiras décadas do século XIX, ele defendeu uma ideia que ia contra o modelo de educação que começava a se cristalizar na época: a ideia de que há pessoas ignorantes, que não compreendem as coisas, não têm cultura nem conhecimento, e que por isso precisam de ajuda para progredir ao nível das pessoas cultas. Jacotot dizia que não é nada disso, que a igualdade não é um ponto de chegada e sim um ponto de partida, e que não se deve “instruir” as pessoas para que se tornem iguais, e sim partir do princípio de que elas são iguais por terem, todas elas, suas próprias aptidões e conhecimentos. Era uma ideia radical, muito combatida na época, que julguei importante recuperar.
E qual pode ser o lugar das artes nesse processo de “emancipação”?
Creio que a questão não é tanto o que as artes podem fazer pela emancipação das pessoas, mas sim o que podem fazer para emancipar a si mesmas. Os artistas só poderão contribuir para a emancipação se entenderem que se dirigem a semelhantes, em vez de achar que estão transformando ignorantes em sábios. Isso só é possível se a instituição artística colocar seus princípios em questão permanentemente. Assim como um pedagogo não pode achar que está lidando com aprendizes incapazes, um artista não pode tentar antecipar o que o espectador deve ver ou compreender. Nessa nebulosa confusa que chamamos de arte contemporânea, abraçar a dúvida sobre as capacidades da arte pode ter uma função emancipatória.
Posted by Patricia Canetti at 6:10 PM | Comentários(0)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

camminare


Ho pensato che sarebbe bello poter camminare insieme, poter condividere uno sport che ci permetta di riprenderci il nostro tempo e il nostro spazio... tutti insieme!! Le regole sono semplici: - condividere percorsi esperienze e sostenersi nelle attività sportive - organizzare incontri ed effettuare...
página: 60 curtiram isso

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Revista convoca texto sobre performance para 2013


Primer Revista Interactiva sobre performance
Perforarte sentidos en acción
CONVOCAN:
A participar a todos aquellos interesados en publicar textos sobre arte de performance. A
continuación se describen los lineamientos y categorías que se deben considerar para su
publicación.
CATEGORÍAS: Historia del performance hasta la contemporaneidad (se puede retomar una
época para abordar el tema, ej. “El performance en los años 90´s en México).
Biografía de artista de performance (ej. Trayectoria de Regina José Galindo etc) y crítica
sobre eventos de performance (críticos, investigadores e historiadores).
*Todo medio audiovisual que se desee compartir para asi mismo, poder difundir su propia
obra enviarlo al correo de perforarte@gmail.com
*Se solicita la Colaboración de Diseño de paginas web para el diseño de la misma, la cual
cuenta con su hosting y dominio.
LINEAMIENTOS.
Los textos deben contener
-Deben tener la calidad de ser publicables, en un máximo de 4 cuartillas, acompañado de 4
imágenes en jpg y a 300 dpis estas debe ir en un archivo adjunto.
-Para aquellos que nunca han publicado, deben sustentar el texto acompañado de citas y
notas al pie de página, así como bibliografía. (créditos de los autores)
-Tipografía Arial a 12 puntos en color negro con un interlineado de 1.5.
-A cada participante se extenderá su crédito de colaboración correspondiente.
-Enviar sus propuestas al correo perforarte@gmail.com
-Esta convocatoria queda abierta a partir del dia 11 de noviembre del 2012 al 4 de
enero del 2013.
-Para dudas y aclaraciones escribir a perforarte@gmail.com
-Los trabajos seleccionados serán notificados via mail el 3 de febrero del 2013.
Perforarte: sentidos en acción, es una revista digital interactiva de publicación
trimestral, que aborda todo lo relacionado al arte del performance y peformancistas.
La revista Perforarte, es un proyecto autogestivo que esta enfocado a la divulgación
de la teoría y crítica del performance, así como a la difusión del trabajo artístico del
mismo. Paralelamente a este tópico, la revista plantea generar un mercado artístico
para el performance, haciendo mas costeable su producción.
Entrevistas, historia, convocatorias, biografías y critica sobre el arte del una galería virtual.
Perforarte sentidos en acción es una revista digital interactiva especializada en el
Performance Art, de publicación trimestral que lanzará su primer número en marzo del 2013.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Marcio em Poa nos feriados. Aproveitem, é um dos nossos mestres. .

Grupo dos Cinco realiza intercâmbio cultural! Oficina Tragédia: elementos para montagem & experimentação cênica, com Márcio Pizarro Noronha Marcio (UFG/GO) - de 2 a 4 novembro, na Sala 505 da Usina Do Gasômetro, Porto Alegre/RS

Niura, do nosso grupo promove:


  • A Galeria Mamute está promovendo o Festival ANIMAMUTE - curtas de animação, de 06 a 08 de novembro, com o apoio da Câmara Rio-Grandense do Livro, Armazém de Imagens, Fundação Thiago Gonzaga, Otto Desenhos Animados e Osso Filmes.

    Entrada franca. Vagas limitadas.
    GARANTA a sua através do e-mail: contato@galeriamamute.com.br

    ...Ver mais
Rua Caldas Júnior, 375, 90010-260 Porto Alegre, Rio Grande do Sul

 

 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Atentem

84 Barcelona, octubre de 2012
contacto
home

action art es un magazine electrónico que tiene como concepto eje la acción. Se trata de una investigación en sí misma, que tiene forma inicial de magazine. Esto permite investigar cuáles son las líneas fundamentales que toma este concepto en la teoría y en el arte actual. action art se estructura en tres áreas: la performance, la manifestación y la fragmentación. En cada una encontrará artículos, material sobre los artistas y las entidades que trabajan en esta línea. Además de información general, encontrará información sobre los eventos más importantes, así como revistas y editoriales del sector.
EL MUSEO A LA PERFOMANCE........................................................................................................................................................................

MOMA Museum of Modern Art , Nueva York
Centre Georges Pompidou, París
Tate Modern Gallery, Londres
Palais de Tokio, París
The tanks, Londres

Referentes en España
Fundació Tàpies, Barcelona
MACBA; Museo de Arte Contemporáneo, Barcelona
Artium, Centro-Museo Vasco de Arte Contemporáneo,Vitoria
MNCARS, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid

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En las news 80/81/82/83 hemos avanzado deque manera "la perfomance va al museo", como es convocada a participar en la programación de las distintas entidades museísticas. Con The Tanks es el museo que no solamente legitima a la perfomance dentro de su campo, sino que se denomina como tal.
El despegue a la modernidad lo realiza la Ciudad de Nueva York con su Museum of Modern Art con la sigla MOMA, instalar el arte moderno en un espacio dedicado especialmente. Lo que significa que el mercado se abre a las obras de arte modernas, que pertenecen a la modernidad. A este se agrega el Museo Guggenheim en 1937 y el Withneiy Museo de arte Estadounidense, en 1931, completando la gran tríada dedicada no solo al arte moderno sino a los artistas norteamericanos emergentes.
MOMA Museum of Modern Art Nueva York, EEUU.
+ info
Fundada en 1929 como una institución educativa, el Museum of Modern Art se dedica a ser el principal museo de arte moderno en el mundo. A través de la dirección de sus administradores y personal, el Museo de Arte Moderno se manifiesta este compromiso mediante el establecimiento, conservación y documentación de una colección permanente de primer orden que refleja la vitalidad, la complejidad y los patrones se desarrollan de arte moderno y contemporáneo, mediante la presentación de exposiciones y programas educativos de importancia sin precedentes, por el mantenimiento de una biblioteca, archivos, y el laboratorio de conservación que se reconocen como centros internacionales de investigación, y mediante el apoyo a becas y publicaciones de mérito intelectual preeminente.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Importantíssima pesquisa

Oralidades e performances na cultura digital são tema de oficina
Por falaeescrita

O Núcleo de Estudos em História Oral da USP (NEHO-USP) oferece no mês de novembro a Oficina “Oralidades e performances na cultura digital”.

A programação tem quatro eixos principais que buscarão discutir junto aos participantes como performances marcadas pela diversidade são construídas na contemporaneidade. Além d
isso, as formas de criação e comunicação serão abordadas enquanto processos híbridos.

Os aspectos abordados na atividades serão: Diversidades, Estudos de performance e Performance Art; Oralidades da Cultura das mídias e a convergência de linguagens; Cibercultura, cidadanias culturais e redes digitais; Discussão e proposição de performances, com foco nas oralidades.

O curso será ministrado pelas Profas. Dras. Suzana Lopes Salgado Ribeiro, pesquisadora do NEHO-USP e coordenadora da Fala Escrita e Andrea Paula dos Santos, pesquisadora do NEHO-USP e professora da UFABC.

Os interessados devem se inscrever através do e-mail neho.ho@gmail.com. O valor do investimento é de R$60,00 e inclui certificado e material didático.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

convocatória

C/ Madre Elisea Oliver Molina s/n Pabellón 5 Cuartel de Artillería
30002 MURCIA
Telf.: 968 35 14 10
Fax: 968 35 21 13
DOSSIER DE PRENSA._
Septiembre-Diciembre 2012
C/ Madre Elisea Oliver Molina s/n Pabellón 5 Cuartel de Artillería
30002 MURCIA
Telf.: 968 35 14 10
Fax: 968 35 21 13
SEPT/OCT/NOV/DIC 2012

CENTRO PÁRRAGA
El Centro Párraga para este trimestre ha preparado una programación ambiciosa, que se
justifica por la calidad de las propuestas, la presencia internacional, la cantidad de iniciativas y el
apoyo al tejido local. Una programación que no se adocena ante un contexto de crisis, sino que
afirma la singularidad de su proyecto optimizando los recursos y empleándolos de la manera
más eficaz posible. El Centro Párraga vuelve a convertirse en un hervidero de propuestas, un
lugar de excepción que posibilita el pensamiento crítico sobre las artes escénicas, así como su
desarrollo y su cuidada exhibición. 15 espectáculos entre los que destacan tres compañías
internacionales que estrenan sus trabajos en España, una producción exclusivamente murciana,
sesiones de música electrónica y formatos participativos para el público, formación de alto nivel,
performance y exposiciones completan una programación decisiva comprometida con la
investigación y la participación activa.
ARTES ESCÉNICAS
Estrenos Nacionales (Compañías de Taiwan, Italia y Francia)
Visitarán España por primera vez tres compañías de ámbito internacional con trayectorias
consolidadas en la escena contemporánea que presentarán sus trabajos inéditos para el público
español. La compañía francesa liderada por el prestigioso Philippe Quesne pondrá en escena
“L´effet de Serge” , propuesta que lleva cuatro años en gira desde su estreno y que se
presentará en castellano. Una reflexión sobre los límites del arte y la soledad que se articula a la
manera de esta compañía, construyendo un “Vivarium” o terrario donde un set dentro de otro
alberga al público, una forma de presentación e interacción del acto teatral que hace de este
Vivarium Studio un referente como laboratorio de innovación teatral.
- Desde Italia la compañía Ricciforte nos trae “Grimmless”, donde aborda, perviritíéndolos, la
narrativa popular y los cuentos de los hermanos Grimm, dando como resultado un cortocircuito
entre el lenguaje literario y el presente con el que sacudir los escombros que la cultura y política
contemporánea generan.
- La disposición a conocer nuevas perspectivas acerca de la danza-performance nos acerca al
grupo taiwanés Anarchy Dance Theatre y a la coreógrafa y bailarina I-Fen Tung que, a través
del uso de tecnologías de reconocimiento de movimiento y al mapping interactivo crean piezas en
las que la escenografía adquiere una dimensión ambigua; unas escenografías “vivas” himnóticas
y magistrales. «How to Say» y «Seventh Sense» serán los espectáculos que podremos disfrutar
en el Centro Párraga.
Palmarés Nacional.
Las companías que trabajan de manera más activa y comprometida con la investigación en
nuevos lenguajes escénicos traerán al Centro Párraga sus últimos trabajos.
- El escritor y dramaturgo Roberto García de Mesa presenta en HAMLET POST SCRIPTUM
una versión renovada y radical del mito que ahonda en la ceguera y este sistema moribundo y
ficticio al que tratamos de sobrevivir.
- Lidia González Zoilo y David Franch son Colectivo 96ª, imprescindibles de la escena nacional
que presentarán “Fingir”, galardonada con el premio al espectáculo más innovador de 2011 en
la Feria de Artes Escénicas de Huesca. Una reflexión sobre el acto escénico que se consigue
pervirtiendo las reglas del propio juego escénico y mostrando sus artificios.
- La extravagancia, la reunión de universos que a priori no comparten absolutamente nada y un
poco de folklore es la receta con la que el Conde de Torrefiel se ha convertido en una de las
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30002 MURCIA
Telf.: 968 35 14 10
Fax: 968 35 21 13
compañías más innovadoras de la escena nacional. En “Observen cómo el cansancio derrota
al pensamiento” se interrogarárán sobre cuestiones como el amor o la política mientras se
desarrolla un partido de baloncesto convencional.
- David Espinosa vuelve al Centro Párraga prendido de sus preocupaciones con “Mi Gran
Obra”, donde especulará con las escalas y las contradicciones de las grandes producciones
llenas de ornamento y vacías de contenido. Una inesperada puesta en escena que tendrá aforo
limitado.
- La danza llegará de la mano de Daniel Abreu, joven coreógrafo emergente que acompañado
por los textos de Marina Wainer pondrá en escena “Animal”. Un paisaje de secuestros
emocionales construído por cinco bailarines y enmarcado en una atmósfera onírica que habla de
la necesidad y el deseo.
Impulso regional. Produccion y estreno en Centro Párraga.
Oluz es una producción exclusivamente murciana que se estrenará en el Centro Párraga. Una
pieza a camino entre el teatro y la performance que aborda la experiencia de las jóvenes que han
sido sometidas a cautiverio en sórdidos zulos. Con texto de Juan Montoro Lara, cinterpretación
de Erika Trejo y la puesta en escena de Joaquín Lisón, reúne en torno a esta producción a
algunos de los valores más emergentes de la escena contemporánea de la Región de Murcia.
FORMACIÓN
En la intención de poner en contacto a los alumnos con artistas de prestigio, hemos trazado un
programa formativo que incluye los talleres de: Olga Mesa, referente internacional de la danza
contemporánea que compartirá con ellos los procesos y resultados de su personal estilo. Mark
Wakeling, el director y tutor del Actors’ Temple de Londres también ha trabajado estos días en el
Centro Párraga enseñando la técnica Meisner. Otros artistas de la Región de Murcia impartirán
sus talleres a lo largo de este trimestre, como Isabel Lavella, Jorge Sesé o Cristina Cortés.
LA PERFORMANCE DE CULTO. PRECURSORES
Dos referentes fundamentales de la performance, Boris Nieslony y Luciano Fontana nos
visitarán en esta ocasión a propósito del segundo proyecto “Solo performance”. El primero de
ellos Boris Nieslony, (Alemania en 1945), es uno de los fundadores del Black Market
Internacional, y la obra Giovanni Fontana (Frosinone, Italia, 1946) , artista multidisciplinar, parte
de una nueva concepción del texto y la teoría de la "poesía epigenética".
COLABORACIONES Y ARTE.
La terraza del Centro Párraga se convertirá en un espacio sonoro experimental donde tendrá
lugar la muestra audiovisual contemporánea “Out There. Room Creation”. De la mano de
Andrés Perelló, Raúl Sánchez Aka, Dos Lukinox y José Perelló, la escena audiovisual
murciana y la electrónica se harán visibles en un acto experimental a modo de encuentro festivo.
Scratch Night vuelve a celebrarse tras el éxito de la primera edición, un encuentro directo entre
público y compañías con proyectos en procesos de creación.
Dentro de la décimo primera edición del Festival Internacional de Teatro de Títeres,
acogeremos de nuevo propuestas de teatro de títeres y objetos destinados a un público adulto.
Una exposición completará este itinerario que recorre las propuestas más decididas en torno a la
cuestión del cuerpo y el movimiento “VISIBLE, MÓVIL, VIDENTE” es el título de la misma y
estará comisariada por Mariano Mayer. Los once artistas que particpan han convertido gestos y
lenguajes en un tipo de "materialidad corpórea".
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ARTES ESCÉNICAS
Espectáculos de ámbito internacional
“HOW TO SAY” + “SEVENTH SENSE”
I-Fen Tung Dance & Anarchy Dance Theatre (Taiwan) // Estreno
19/20 OCTUBRE
El grupo taiwanés Anarchy Dance Theate gracias a las
tecnologías de reconocimiento de movimiento y al mapping
interactivo crea en «How to Say» ,de I-Fen Tung, y en
«Seventh Sense» espectáculos asombrosos que impulsan
la danza hacia el futuro con piezas en las que la
escenografía adquiere otra dimensión. Son obras en las
que el espacio pasa a ser actor y protagonista indiscutible,
reaccionando al movimiento de los bailarines,
escenografías “vivas”. Actualmente es un territorio por
explorar, es un espacio de conexión entre el mundo
audiovisual, la interactividad, la arquitectura y la propia
dirección de actores. Su presencia en el Centro Párraga
será el estreno de estas piezas en España y una
oportunidad única de ver una de las compañías más
innovadoras y sorprendentes de la escena internacional.
L´EFFET DE SERGE. Vivarium (Bélgica) // Estreno en España
26/27 OCTUBRE
La compañía francesa Vivarium Studio, una de las más prestigiosas del panorama internacional
se presenta por primera vez en España con "El efecto de Sergio", propuesta que lleva cuatro
años en gira desde su estreno y que se presentará en castellano. Una reflexión sobre la soledad
y los límites del arte que incluye cierto grado de improvisación, por lo que cada vez es único.
Philippe Quesne, artista francés, estableció en 2003 en la ciudad de París el Vivarium Studio
como un laboratorio para la innovación teatral. Uno de los objetivos de la compañía es lograr
nuevas formas de presentación e interacción del acto teatral. “Vivarium” significa terrario, y en
esa medida alguien está observando. Es un set dentro de otro. El público vivirá una hora y media
dentro de un terrario. Sus obras han sido presentadas en teatros y festivales de Estados Unidos,
Brasil, México, Alemania, Suecia, Polonia y Francia. . Algunos de estos eventos han incluido al
International Summer Festival Hamburg, Festival d'Avignon, Festival Internacional Cervantino
México.
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GRIMMLESS. Ricci Forte (Italia) // Estreno en España
15 DICIMBRE
Una de las más prestigiosas y con mayor presencia
internacional de la escena italiana, después de reescribir los
clásicos en anteriores proyectos, aborda en “Grimmless” la
narrativa popular y los cuentos de los germanos Grimm en
una obra cargada de signos que son al mismo tiempo
hipercontemporáneos y arcanos, generando un cortocircuito
entre el lenguaje literario y el presente. Con el fin de seguir
manteniendo los pies bien plantados en los escombros de la
actualidad resbaladiza Grimmless mira hacia la cultura
popular, ese sentido de la fundación ancestral, y sugiere
mapas útiles para domesticar el mundo y mostrar qué cuentos nos vemos obligados a decirnos
hoy día que anestesien a los monstruos agazapados en cada sombra, incluyendo la televisión y
el empobrecimiento de la imaginación.
Espectáculos de ámbito nacional
FINGIR. Colectivo 96º
29 SEPTIEMBRE
Lidia González Zoilo y David Franch, imprescindibles de la
escena nacional, ponen en escena Fingir, una ironía sobre la
propia acción de representar. La mentira, la ficción, la realidad,
la verdad, que son algunos de los conceptos que más
preocupan a la nueva escena teatral, son puestos en cuestión
en esta obra. Esta pieza del Colectivo 96º es una intensa
reflexión sobre el acto escénico que se consigue pervirtiendo
las reglas del juego escénico y mostrando sus artificios. Es una
coproducción del Teatre Lliure, CAET y L´Escorchador Exl con
la colaboración del Antic Teatre.
Galardonada con el premio al espectáculo más innovador de 2011 en la feria de artes
escénicas de Huesca
HAMLET POST SCRIPTUM. Roberto García de Mesa
13 OCTUBRE
Del prestigioso autor, director y dramaturgo Roberto García de Mesa es
un Hamlet radical, que plantea una relación directa (de una claridad
devastadora) entre el drama, los actores (uno presente, otra virtual) y el
público en un triángulo que ahonda hasta las últimas consecuencias en el
vínculo edípico original shakespiriano, la ceguera y este sistema
moribundo y ficticio al que tratamos de sobrevivir.
Javier Cuevas, compositor, actor, creador y perrformance presenta física,
emocional y políticamente algunas esencias de las relaciones humanas
junto a las apariciones virtuales de Maite Dono (cantante, actiz y escritora
gallega).
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24 NOVIEMBRE
OBSERVEN CÓMO EL CANSANCIO DERROTA AL PENSAMIENTO
El Conde de Torrefiel
El Conde de Torrefiel es una de las compañías más
innovadoras del panorama contemporáneo nacional, en
cuanto a planteamientos escénicos y contenidos en sus
piezas. El conde de Torrefiel se interrogará en el Centro
Párraga sobre cuestiones inevitablemente
contemporáneas: el amor, la política, el dinero, el
entretenimiento, el arte o la muerte articulando un
dispositivo textual cuyos contenidos -aparentemente- no
guardan relación con la acción escénica que se
desarrolla: un partid de baloncesto.
Un discurso que reflexiona sobre el cansancio existencial e intelectual, confluyendo finalmente
con la acción escénica, que en su devenir se convierte en una clara representación del
cansancio físico.
ANIMAL. Cía. Daniel Abreu
1 DICIEMBRE
Un paisaje de secuestros emocionales, enmarcado en una
atmósfera onírica que habla de la necesidad y el deseo es la
propuesta que hace el joven coreógrafo Daniel Abreu en
esta pieza de danza. ANIMAL es un discurrir fotográfico de
emociones, de cuadros y escenas superpuestas. El
planteamiento más directo pero no menos sugerente los
ofrecen los textos de Marina Wainer, puestos en escena por
cinco intérpretes. La Cía. Daniel Abreu, nace en el año 2004,
presentando hasta la fecha más de treinta trabajos
coreográficos.
Los trabajos de esta compañía se presentan como viajes, cuadros e imágenes en acción,
estando algunas de las producciones a mitad de camino entre la danza y la acción.
MI GRAN OBRA (Un proyecto ambicioso). David Espinosa
21/22 DICMBRE
Esta propuesta de David Espinosa continúa su
investigación sobre los límites de lo teatral ahondando en el
interés de anteriores proyectos sobre la idea de
representación. Mi GRAN OBRA trata de lo que haría
David Espinosa si tuviera la posibilidad de trabajar en
condiciones artísticas manejando elevados presupuestos
“Si tuviera un presupuesto ilimitado, el teatro más grande
del planeta, 300 actores en escena, una orquesta militar y
un helicóptero”. Especulará con las escalas y las
contradicciones de las grandes producciones, con dosis de
humor y sarcasmo. Aforo limitado a 25 espectadores por
función. Dos pases por día.
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Escena regional.
OLUZ. Cia los menos.
Joaquín Lisón, Erika Trejo y Juan Montoro // Estreno
5/6 OCTUBRE
Oluz es una producción exclusivamente murciana que
se estrenará en el Centro Párraga. Una pieza a camino
entre el teatro y la performance que aborda la
experiencia de las jóvenes que han sido sometidas a
cautiverio en sórdidos zulos.
A partir de un texto escrito por Juan Montoro Lara,
cargado de potentes metáforas, una actuación ejemplar
de Erika Trejo y la puesta en escena de Joaquín Lisón,
reúne en torno a esta producción a los valores más
emergentes de la escena contemporánea de la Región
de Murcia.
OUT THERE. Room Creation
Telar Sonico y Colectivo Aver
28SEPTIEMBRE
La terraza del Centro Párraga se convertirá en un
espacio sonoro experimental donde tendrá lugar
esta muestra audiovisual contemporánea. De la mano
de Andrés Perelló, Raúl Sánchez Aka, Dos Lukinox
y José Perelló, la escena audiovisual murciana y la
electrónica se harán visibles en un acto experimental
que tendrá lugar en la terraza, a modo de encuentro
festivo. Los trabajos sonoros de carécter experimental
serán acompañados por piezas de videoarte en
directo.
II SCRATCH NIGHT
5 DICIEMBRE
Scratch Night vuelve a celebrarse en el Centro Párraga como un encuentro directo entre público
y compañías con proyectos en procesos de creación. El objetivo de esta iniciativa es ofrecer a
creadores y artistas emergentes un espacio informal donde probar, delante de un público, nuevas
ideas y material escénico sin terminar de pulir. Para el público será una oportunidad de participar
en el proceso de creación no solo como receptor final sino también como agente activo. Este mini
laboratorio consistirá en cuatro actuaciones, de no más de 15 minutos, seguidas de un
intercambio con moderador en el que creadores y público dialogarán sobre lo que se acaba de
mostrar.
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ARTE Y ACCIÓN. Performance de culto
SOLO PERFORMANCE 2. BORIS NIESLONY
20 SEPTIEMBRE
Boris Nieslony, nacido en Alemania en 1945, es uno de los performers más importantes de la
escena europea y uno de los fundadores del Black Market Internacional. Fue cofundador del
Kunstlerhaus Hamburg en 1977 y en 1978 del Kleinen Ausstellungsraum, que a lo largo de este
tiempo ha destacado como un centro esencial para mostrar el trabajo del arte de acción. Trabaja
e investiga en este campo desde los años 70 y ha desarrollado sus performances en festivales,
centros de arte y museos de todo el mundo. Está representado por las galerías Wilma Lock ,
Baackscher Kunstraum, Bernhard Wittenbrink, Toni Gerber, Jordan-Gallery y Almut Gerber.
Además de su labor como artista desarrolla una importante actividad como activista, organizador
y docente en el campo de la performance. Impartirá un taller y culminará su estancia en el Centro
Párraga con una performance.
SOLO PERFORMANCE 3. GIOVANNI FONTANA. Colabora AccionMAD
15 NOVIEMBRE
Giovanni Fontana (Frosinone, Italia, 1946) es un artista
multidisciplinar con experiencia en las artes visuales,
arquitectura, teatro, literatura y música, pero el principal
campo de su trabajo es el de la escritura intermedial, los
códigos del lenguaje y la relación entre las diferentes artes.
Su obra parte de una nueva concepción del texto y la teoría
de la "poesía epigenética". A lo largo de su extensa
trayectoria ha realizado diferentes proyectos en el campo
teatral como dramaturgo y -en ocasiones- como director,
autor, escenógrafo e incluso músico. Realizará una
performance en el Centro Párraga donde desplegará sus
intereses y su bagaje como artista de acción
EXPOSICIÓN “VISIBLE, MÓVIL, VIDENTE”
Comisariada por Mariano Mayer
24 OCTUBRE – 24 NOVIEMBRE
Sofía Bohtlingk, Bruno Dubner, Patricia Esquivias, Discoteca Flaming Star, Fernando García,
Luís Jacob, Kiko Pérez, Gastón Pérsico, Filipa Raposo, Julia Spínola y Azucena Vieites bajo el
comisariado de Mariano Mayer, mostrarán su visión del arte. Cada uno de los artistas que
conforman esta exposición han convertido gestos y lenguajes en un tipo de "materialidad
corpórea". Una presencia que se resiste a ser disuelta en experiencias de características
digitales. Preguntas, recortes, señalamientos que dan existencia a aquello que la visión cotidiana
mantiene invisible.
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FORMACIÓN
SOLO PERFORMANCE 2. TALLER CON BORIS NIESLONY
18/19 SEPTIEMBRE.
Boris Nieslony nacido en Alemania en 1945 es uno de los
performers más importantes de la escena europea y uno
de los fundadores del Black Market Internacional. Fue
cofundador del Kunstlerhaus Hamburg en 1977 y en 1978
del Kleinen Ausstellungsraum, que a lo largo de este
tiempo ha destacado como un centro esencial para mostrar
el trabajo del arte de acción. Trabaja e investiga en este
campo desde los años 70 y ha desarrollado sus
performances en festivales, centros de arte y museos de
todo el mundo. Está representado por las galerías Wilma
Lock , Baackscher Kunstraum, Bernhard Wittenbrink, Toni
Gerber, Jordan-Gallery y Almut Gerber. Además de su
labor como artista desarrolla una importante actividad
como activista, organizador y docente en el campo de la
performace. Impartirá un taller y culminará su estancia en
el Centro Párraga con una performance.
TALLER DE INTRODUCCION A LA TÉCNICA MEISNER CON MARK WAKELING
DEL 10 AL 21 SEPTIEMBRE
Impartido por el director y tutor del Actors’ Temple de Londres Mark Wakeling, de reconocido
prestigio internacional. La técnica Meisner hace énfasis en cómo realizar una acción de forma
sincera y real ,a partir de la verdad de la acción, del hacer, y de la conexión con el resto de los
personajes. La técnica desarrolla la profundidad emocional, la espontaneidad y la imaginación.
Este método está considerado como el proceso más efectivo para entrenar actores y es utilizado
entre otros por escritores, directores,maestros y pedagogos para desarrollar los canales de la
comunicación.
MASTER CLASS CON I-FEN TUNG (Taiwan)
17 OCTUBRE
Licenciada en Tecnología (Universidad de Queensland,
Australia) y Máster en coreografía e interpretación ésta bailarina
y performer independiente desarrolla su trabajo en Taipei,
Taiwán, desde dónde vendrá para presentar junto a Anarchy
Dance Theatre su último trabajo. Desde 2006 sus piezas han
viajado hasta Francia, EE.UU., Grecia, Corea, Hong Kong,
Filipinas y la India, siendo ésta la primera vez que visita España.
La master class contará con traductor y será gratuita para todos
los interesados en conocer las claves de su trabajo.
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CURSO DE DANZA CON OLGA MESA. LabOratorio labOfilm
11/12/13 DICIEMBRE
Referente internacional en la danza contemporánea,
pondrá en común con sus alumnos los procesos y los
resultados de su personal estilo.
Una experiencia participativa de grupo en forma de
taller/rodaje, donde el cuerpo Operador activa la puesta
en escena de un dispositivo de captación; un dispositivo
con dos cámaras, dos miradas, dos focos, dos puntos
de vistas diferenciados con los que articular de manera
simultánea la presencia del cuerpo dentro y fuera del
cuadro fílmico.
Olga Mesa nace en Avilés (Asturias, 1962). Desarrolla su formación de danza, música y teatro
en España y Francia (Centre International Rosella Hightower, Cannes).Sus creaciones
escénicas han sido producidas y presentadas en estructuras de creación, teatros y festivales de
España, Portugal, Francia, EE UU, Suiza, Bélgica, Italia, Alemania, Austria, Inglaterra,
Argentina, Uruguay, Chile y Brasil.
RESIDENCIAS
JOSÉ BOTE
8 – 21 OCTUBRE
El murciano José Bote avanzará durante éstas dos semanas de residencia en el Espacio 5 el
nuevo proyecto que emprende junto a un equipo de actores de la región.
PROYECTO ATLÁNTIDA. La Tristura
29 OCTUBRE – 4 NOVIEMBRE
Itsaso Arana, Pablo Fidalgo, Violeta Gil y Celso
Giménez, los cuatro componentes de la compañía
en el año 2004 deciden formar La Tristura.
Formados en el ámbito teatral, han centrado sus
trabajos en la investigación de nuevos lenguajes
escénicos, a través de la creación de mundos
propios y de un uso cuidado de la palabra. Con
sus trabajos anteriores La tristura se ha convertido
en una de las compañías más destacadas de la
escena española, y Materia Prima, Finalista Mejor
Espectáculo Revelación en los premios Max 2012,
en uno de los trabajos necesarios para entender
las nuevas formas de abordar los lenguajes
escénicos
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FECHA Y ACTIVIDAD ESPACIO Y HORARIO
ARTES ESCÉNICAS
29 SEPT
FINGIR
Colectivo 96º
Espacio 0
21h
5/6 OCTUBRE
OLUZ
Cia los menos.
Joaquín Lisón, Erika Trejo y Juan Montoro
Estreno
Espacio 0
21h
13 OCTUBRE
HAMLET POST SCRIPTUM
Roberto García de Mesa
Espacio 0
21h
19/20 OCTUBRE
“HOW TO SAY” + “SEVENTH SENSE”
I-Fen Tung Dance & Anarchy Dance Theatre
(Taiwan)
Estreno en España.
Espacio 0
21h
26/27 OCTUBRE
L´EFFET DE SERGE
Vivarium (Bélgica)
Estreno en España.
Espacio 0
21h
10 NOVIEMBRE
11º TÍTEREMURCIA
Espacio 0
21h
/17 NOVIEMBRE
L´ORIGINE DEL MONDO
Lucia Calamaro (Italia-España)
Proyecto Fabulamundi
Espacio 0
21h
24 NOVIEMBRE
OBSERVEN CÓMO EL CANSANCIO DERROTA
AL PENSAMIENTO
El Conde de Torrefiel
Espacio 0
21h
1 DICIEMBRE
ANIMAL
Cía. Daniel Abreu
Espacio 0
21h
5 DICIEMBRE
II SCRATCH NIGHT
Espacio 0
20:30h
15 DICMBRE
Grimmless
RICCI FORTE (Italia)
Estreno en España
Espacio 0
21h
21/22 DICMBRE
MI GRAN OBRA (Un proyecto ambicioso)
David Espinosa
Espacio 0
19:30h y 21h
C/ Madre Elisea Oliver Molina s/n Pabellón 5 Cuartel de Artillería
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ARTE Y ACCIÓN
20 SEPTIEMBRE
SOLO PERFORMANCE 2
BORIS NIESLONY
Espacio 4
20:30 h
28SEPT
OUT THERE. Room Creation
Telar Sonico y Colectivo Aver
Terraza.
20:30h
24 OCTUBRE – 24 NOVIEMBRE
EXPOSICIÓN “VISIBLE, MÓVIL, VIDENTE”
Comisariada por Mariano Mayer
Espacio 5
15 NOVIEMBRE
SOLO PERFORMANCE 3
GIOVANNI FONTANA
Colabora AccionMAD
Espacio 0
21h
RESIDENCIAS
8 – 21 OCTUBRE
JOSÉ BOTE
Espacio 5
29 OCTUBRE – 4 NOVIEMBRE
PROYECTO ATLÁNTIDA
La Tristura
Espacio 0
FORMACIÓN
18/19 SEPTIEMBRE
SOLO PERFORMANCE 2
TALLER CON
BORIS NIESLONY
Espacio 0
21h
DEL 17 AL 21 SEPTIEMBRE
TALLER DE INTRODUCCION A LA TÉCNICA
MEISNER CON MARK WAKELING
Espacio 0
5/16 SEPTIEMBRE
CURSO DE DANZA-PERFORMANCE CON
ISABEL LAVELLA
“Entrando al otro lado”.
5/16 SEPTIEMBRE
CURSO DE DANZAPERFORMANCE
CON
ISABEL LAVELLA
“Entrando al otro lado”.
DEL 1 AL 5 DE OCTUBRE
CURSO DE DANZA CONTEMPORÁNEA CON
JORGE SESÉ
Espacio 5
17 OCTUBRE
MASTER CLASS CON I-FEN TUNG (Taiwan)
Espacio 0
11/12/13 DICIEMBRE
CURSO DE DANZA CON OLGA MESA
LabOratorio labOfilm
Espacio 0
26/27/28/29 DICIEMBRE
CURSO DE DANZA CONTEMPORÁNEA
“Técnica e improvisacion” con CRISTINA
CORTÉS.
Espacio 0